
Feitiço (part. Anitta)
Mart'nália
Identidade e ancestralidade em “Feitiço (part. Anitta)”
A música “Feitiço (part. Anitta)”, de Mart’nália, explora a ideia de resistência e autoconfiança diante de tentativas de ataque espiritual ou inveja. O verso “Plantaram feitiço na encruzilhada pra me derrubar / Não adianta, não adianta, que eu também sou de lá” faz referência direta às tradições afro-brasileiras, especialmente à simbologia da encruzilhada e do atabaque, elementos centrais na umbanda e no candomblé. O clipe reforça essa conexão ao mostrar Mart’nália caracterizada como Zé Pilintra, entidade conhecida por sua força e proteção, ampliando o significado da letra para além do simples encanto: trata-se de afirmar identidade, ancestralidade e autoconfiança diante de qualquer tentativa de opressão.
A letra também brinca com o duplo sentido do “feitiço”, usando-o tanto como símbolo de poder espiritual quanto de carisma e influência pessoal. Quando a narradora diz “Logo eu, que te ensinei a dançar”, ela mostra domínio e experiência, invertendo a lógica do ataque: quem tenta prejudicá-la, na verdade, aprendeu com ela. O refrão repetido e as menções ao “atabaque” e à “encruzilhada” criam uma atmosfera de celebração das raízes culturais, enquanto versos como “Fala baixo, mas eu ouço, tua cara te entrega / Não adianta que não dá pra disfarçar” transmitem confiança e percepção aguçada. Assim, a canção mistura leveza, orgulho e espiritualidade, reafirmando a força de quem conhece e honra suas origens.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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