
Filho de Zambi, Sete Flechas, Vestimenta de Cabocl
Martinho da Vila
Sincretismo e ancestralidade em “Filho de Zambi, Sete Flechas, Vestimenta de Cabocl”
“Filho de Zambi, Sete Flechas, Vestimenta de Cabocl”, de Martinho da Vila, destaca a fusão entre espiritualidade afro-brasileira, indígena e católica, formando uma identidade religiosa plural. O verso “ele é filho de zambi oh sao benedito tenha dó” ilustra esse sincretismo: Zambi é o deus supremo das religiões de matriz africana, enquanto São Benedito, santo católico de origem africana, representa a mistura de crenças que caracteriza a cultura brasileira. Ao pedir proteção e compaixão a diferentes entidades como Zambi, São Benedito, Nanã e Zumbi, a música reforça o respeito e a reverência a múltiplas forças espirituais, mostrando uma fé inclusiva e coletiva.
A menção a entidades como Tranca Rua, Ogum e os caboclos Sete Flechas, Mata Virgem e Cachoeira evidencia a importância dos guias espirituais e da natureza nas práticas do Candomblé e da Umbanda. A frase “vestimenta de caboclo é samambáia” faz referência à tradição de usar folhas de samambaia, símbolo da conexão com a mata e com os espíritos indígenas. O trecho “sua mata está em festa” cria uma atmosfera de celebração e respeito à floresta, reconhecendo-a como um espaço sagrado. Ao unir elementos como o sino da igreja, o canto do galo e os rituais de gira, Martinho da Vila valoriza a convivência entre diferentes tradições, transmitindo orgulho, resistência e valorização das raízes afro-brasileiras e indígenas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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