
Batuque na Cozinha
Martinho da Vila
Racismo e resistência cultural em “Batuque na Cozinha”
Em “Batuque na Cozinha”, Martinho da Vila utiliza o humor para abordar a resistência das elites domésticas à cultura afro-brasileira nos lares, especialmente durante o período escravocrata. O verso repetido “Batuque na cozinha / Sinhá não quer” mostra como o batuque, símbolo da música, dança e identidade negra, era proibido nos espaços privados. “Sinhá” representa a senhora da casa, que impunha limites e reforçava o controle social e cultural sobre os negros. A letra brinca com as consequências dessas proibições, como em “Por causa do batuque / Eu queimei meu pé”, sugerindo que a repressão gerava situações absurdas e cômicas.
A música também trata das tensões raciais e sociais da época, como nos versos “Se o branco tem ciúme / Que dirá o mulato”, expondo, de forma leve, o ciúme racial e as disputas por espaço e atenção. A expressão “não bula na cumbuca” alerta contra interferências indesejadas, reforçando a ideia de que cada um deve cuidar do seu espaço. Ao narrar episódios cotidianos, como a ida à delegacia e o mal-entendido com o violão, Martinho da Vila resgata a crítica social presente na letra de João da Baiana e celebra a irreverência do samba como forma de resistência e afirmação cultural.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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