
Cordas e Correntes
Martinho da Vila
Liberdade e tradição em "Cordas e Correntes" de Martinho da Vila
Em "Cordas e Correntes", Martinho da Vila aborda o conflito entre o desejo de liberdade pessoal e as pressões familiares, especialmente relacionadas ao casamento. No verso “Pra que as cordas e correntes / Se eu já sei aonde tenho meu nariz”, as "cordas e correntes" representam as imposições dos pais, enquanto "sei aonde tenho meu nariz" indica maturidade e autonomia, mostrando que o personagem já tem consciência de suas escolhas e não precisa ser controlado.
A canção ganha um tom reflexivo e melancólico quando o eu lírico admite sua infelicidade diante das cobranças: “Tantos amigos e parentes / E eu assim tão infeliz”. Martinho da Vila escreveu essa música como uma crítica à pressão familiar para que ele se casasse, um tema recorrente em muitas famílias brasileiras. A repetição de “Viu papai? Viu mamãe?” no início e no fim da música reforça o apelo direto aos pais, expressando respeito, mas também frustração. O trecho “Se bem lá dentro do meu ser / Há uma vontade muito grande / De viver” revela o desejo de experimentar a vida sem amarras, mesmo reconhecendo a vontade de corresponder às expectativas familiares. Essa dualidade entre liberdade e tradição é o ponto central da música, tornando-a relevante para quem já sentiu o peso das expectativas dos outros.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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