
Felicidade, O Teu Nome... Uma Favela
Martinho da Vila
Racismo e resistência em “Felicidade, O Teu Nome... Uma Favela”
“Felicidade, O Teu Nome... Uma Favela”, de Martinho da Vila, retrata de forma clara e sensível a experiência de comunidades que constroem laços e felicidade em territórios marginalizados, mas que sofrem com a violência das remoções forçadas. No trecho “Era uma terra abandonada / Não havia quase nada / Um imenso capinzal / Ali fiz a minha moradia”, Martinho mostra como essas áreas, esquecidas pelo poder público, se transformam em espaços de vida coletiva, marcados por festas, serenatas e solidariedade, como em “À noite havia serenata / Ou um samba versejado / Com bebidas e mulatas”.
A música ganha tom de denúncia ao abordar a chegada do “moço branco” com um papel na mão, símbolo da intervenção do Estado ou de proprietários que reivindicam a terra e expulsam os moradores. O verso “Moço preto, essa região é minha / Pegue a sua gentinha / Vá morar noutro lugar” escancara o racismo estrutural e a exclusão social enfrentados pelos habitantes da favela. O refrão “Hoje eu vivo tão distante / Mas eu não me esqueço dela” reforça a dor da perda não só do espaço físico, mas também da rede de pertencimento e felicidade construída coletivamente. Martinho da Vila, ao dar voz a essa vivência, denuncia uma realidade histórica das cidades brasileiras e valoriza a resistência e a memória das comunidades removidas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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