
Kizomba, Festa da Raça
Martinho da Vila
Celebração da ancestralidade em "Kizomba, Festa da Raça"
Em "Kizomba, Festa da Raça", Martinho da Vila utiliza o termo "kizomba", de origem angolana, para destacar a importância do encontro, da união e da celebração das raízes afro-brasileiras. A palavra remete a festas tradicionais africanas e, ao ser escolhida como título, já indica o tom de valorização da ancestralidade e da resistência coletiva presentes na música. Isso fica claro em versos como “Hoje a Vila é Kizomba / É batuque, canto e dança / Jongo e Maracatu”, que exaltam manifestações culturais afro-brasileiras e reforçam o orgulho dessas tradições.
A letra também faz questão de homenagear figuras históricas da luta negra, como Zumbi dos Palmares, Anastácia e Clementina de Jesus. Ao citar “Valeu Zumbi / O grito forte dos Palmares / Que correu terras, céus e mares / Influenciando a Abolição”, Martinho reconhece o papel dos quilombos e da resistência negra na conquista da liberdade. O trecho “Nossa sede é nossa sede / De que o Apartheid se destrua” amplia a mensagem, conectando a luta contra o racismo no Brasil à luta global contra a segregação racial, como o apartheid na África do Sul. Assim, o samba-enredo vai além da celebração cultural: ele convoca à união e à luta contínua por igualdade, tornando-se um símbolo de resistência e orgulho para todas as raças.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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