
Tribo dos Carajás (Aruanã Açu)
Martinho da Vila
Resistência e memória indígena em "Tribo dos Carajás (Aruanã Açu)"
Em "Tribo dos Carajás (Aruanã Açu)", Martinho da Vila utiliza a celebração tradicional do povo do Alto Xingu, a Aruanã Açu, como símbolo de resistência e valorização da cultura indígena diante do desaparecimento dessas comunidades. Logo no início, a referência à Aruanã Açu destaca a importância das tradições e da memória coletiva. Ao afirmar que “menina moça é que manda na aldeia”, a letra valoriza o papel feminino na sociedade indígena, contrapondo-se à visão patriarcal imposta pelo colonizador.
A música adota um tom de lamento e respeito, especialmente ao mencionar “Que era dona deste imenso continente / Onde sonhou sempre viver da natureza”, evidenciando a perda de território e de modo de vida dos povos originários. O trecho “Estranhamente o homem branco chegou / Pra construir, pra progredir, pra desbravar” faz referência direta à chegada dos colonizadores e, no contexto da época, critica políticas como a construção da Transamazônica, que impactaram negativamente as populações indígenas. A censura sofrida pela música durante o regime militar reforça seu caráter de denúncia, principalmente ao afirmar que o índio “não se escravizou / Mas está sumindo da face da Terra”, apontando para o extermínio cultural e físico dos povos indígenas.
Ao exaltar a Aruanã Açu no final, Martinho da Vila reafirma a importância da celebração e da memória como formas de resistência. A canção se torna um tributo à dignidade e à luta dos povos indígenas brasileiros, convidando à empatia e à valorização dessas culturas e ressaltando a urgência de sua preservação.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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