
Kwanza Burro
Matias Damasio
Crítica social e nostalgia em "Kwanza Burro" de Matias Damasio
Em "Kwanza Burro", Matias Damasio utiliza o título de forma irônica para refletir sobre as mudanças sociais e culturais em Angola. O termo "burro" faz referência ao antigo Kwanza, moeda angolana, e simboliza um tempo de maior inocência e honestidade, quando as relações humanas eram mais valorizadas do que os bens materiais. A música contrasta esse passado com o presente, em que o materialismo predomina. Isso fica claro no trecho “Maria não quer flores, quer mbora I10 e Vera Cruz”, onde o artista mostra que gestos simples de afeto foram substituídos pelo desejo de carros e outros símbolos de status.
A letra também resgata práticas tradicionais, como o "alambamento" (costume de casamento) e a compra de alimentos na "loja do povo", para mostrar como a vida comunitária e as tradições foram deixadas de lado em favor do consumo. Exigências como “televisão de 60 polegadas” e “parabólica com seis meses adiantados” ilustram essa mudança de valores. O verso “Hoje o Kwanza ficou esperto” reforça a ideia de que tanto a moeda quanto a sociedade perderam a ingenuidade, tornando-se mais voltadas ao dinheiro e ao status. O refrão “Só me resta é chorar, mamaué” expressa a tristeza e a saudade de um tempo em que, segundo Damasio, a felicidade era encontrada em coisas simples e nas relações humanas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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