Pelo Amor de Uma Milonga
Mauricio Barcellos
A busca por pertencimento em "Pelo Amor de Uma Milonga"
"Pelo Amor de Uma Milonga", de Mauricio Barcellos, explora como a milonga vai além de um simples gênero musical, tornando-se símbolo de pertencimento e consolo diante da solidão. O verso “Deste silêncio de pedra / O violão quer as rédeas / Mas desconhece os teus rumos” mostra o violão, instrumento central da milonga, como representação do desejo de romper o isolamento, mesmo sem saber ao certo como reencontrar o amor ou a inspiração. O contexto da música nativista do sul do Brasil, onde a milonga carrega saudade e melancolia, reforça o tom introspectivo da letra, marcada pela distância e pelo vazio deixados por uma ausência importante.
A canção também aborda a espera e a esperança em meio à dor. Trechos como “Eu tento abrir as janelas / Que se fecharam na espera / Quando a distância se fez” mostram o esforço de superar o afastamento, enquanto “a solidão do seu jeito / Faz um buraco no peito / Pra eu me enterrar outra vez” revela a recorrência do sofrimento. No refrão, a milonga é personificada: “Vem cá milonga! / Vem cá milonga, me cerca / Se achega, se achega e tira pra dança”, sendo tratada como uma companheira capaz de preencher o vazio emocional. Expressões regionais, como “madrugadas do pago”, reforçam a ligação com a terra natal e a tradição. O questionamento final – “Eu me pergunto até quando? / Eu te pergunto até onde vai esta estrada?” – destaca a incerteza e a busca constante por sentido, seja no amor, na música ou em si mesmo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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