
Não Me Incommodity
Mauricio Pereira
Crítica à mercantilização em "Não Me Incommodity"
Em "Não Me Incommodity", Mauricio Pereira utiliza o termo econômico "commodity" como metáfora para discutir a perda de significado e espiritualidade na arte e na vida cotidiana. Ele imagina elementos simbólicos, como "um singelo segredo" ou "uma mínima imagem de nossa senhora", escondidos entre toneladas de soja, minério ou barris de petróleo. Com isso, critica como valores afetivos e simbólicos acabam soterrados pela lógica do mercado global.
O contraste entre o peso das mercadorias e a leveza de itens como "um brinquedo quebrado" ou "um pequeno mistério" reforça a ideia de que o essencial e o sagrado se tornam invisíveis diante da massificação e da busca por lucro. O verso "a commodity é a santa, o sagrado é o feijão" mostra a inversão de valores causada pela mercantilização: o que deveria ser reverenciado vira produto, enquanto o cotidiano ganha status de preciosidade. O refrão "não se incommodity, não me incommodity" é um apelo para não se deixar transformar em mercadoria, defendendo a individualidade e o mistério diante da padronização do consumo. Ao misturar referências globais, símbolos de fé e elementos do dia a dia, a música propõe uma reflexão sobre como resistir à transformação de tudo em simples objetos de troca.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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