A conexão entre mulheres e ancestralidade em “Lua”
A música “Lua”, de Mayra Andrade, explora a relação profunda entre a figura feminina e a lua, usando o crioulo cabo-verdiano para criar uma atmosfera de intimidade e contemplação. A letra associa as fases e formas da lua a mulheres reais — Ricardina, Putchutcha e Sheila —, mostrando como a feminilidade e a natureza lunar se conectam, cada uma com seus próprios ciclos e características. O pedido “Luâ fika ku mi más um kusinha” (Lua, fica comigo mais um pouquinho) expressa o desejo de prolongar a presença acolhedora da lua, que simboliza proteção, companhia e inspiração para quem canta.
A influência do batuko, ritmo tradicional da ilha de Santiago, aparece tanto na musicalidade quanto na valorização das raízes culturais. Trechos como “riba simbrom ku tambarinha / Riba trópa ku nhu pádri” (“sobre o banco com o tambor / sobre a tropa com nosso padre”) conectam a lua aos rituais e celebrações coletivas, onde música e dança têm papel central. Dessa forma, “Lua” vai além de uma homenagem à lua: celebra a força das mulheres cabo-verdianas, a ligação com a terra natal e a continuidade dos ciclos naturais e culturais, tudo com a sensibilidade característica de Mayra Andrade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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