
Téra Lonji
Mayra Andrade
Identidade e saudade em “Téra Lonji” de Mayra Andrade
Em “Téra Lonji”, Mayra Andrade explora a relação profunda entre identidade, saudade e história coletiva de Cabo Verde. A referência direta a Amílcar Cabral, líder da luta pela independência, aparece em “un di ses vós foi Kabral” (uma de suas vozes foi Cabral), mostrando que a música vai além da saudade individual e presta homenagem à resistência e à força do povo cabo-verdiano. O termo recorrente “fidju di rótxa” (filho da rocha) reforça o orgulho de Mayra por suas origens e simboliza a resiliência de quem nasceu em uma terra marcada por desafios, mas também por uma forte ligação afetiva.
A letra traz cenas do cotidiano, como “Tufuka dja bendi si pexi” (Tufuka já vendeu seu peixe) e “Oji Bénta txiga Lisboua” (Hoje Bénta chega a Lisboa), que ilustram a migração e a busca por melhores oportunidades, temas centrais na experiência cabo-verdiana. Metáforas como “es vida é sima maré” (essa vida é como a maré) e “ku kada ánu ta nasi speránsa” (a cada ano nasce esperança) mostram a vida como um ciclo de partidas e retornos, onde a saudade e a esperança se renovam constantemente. Assim, “Téra Lonji” expressa de forma clara o sentimento de quem leva Cabo Verde no coração, mesmo estando longe, celebrando a identidade e a esperança de reencontro com a terra natal.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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