
Orologgio
Maza
Solidão e tempo subjetivo em “Orologgio” de Maza
Em “Orologgio”, Maza utiliza a repetição do som “Tik-tak” para enfatizar a passagem do tempo e, ao mesmo tempo, transmitir a sensação de estar preso em uma rotina solitária. O verso “Il tempo non passa / L'orologio scocca la brezza” (“O tempo não passa / O relógio marca a brisa”) revela um paradoxo: embora o relógio continue funcionando, a experiência de quem está sozinho é de que o tempo não avança. Essa sensação é reforçada por imagens como “strade sono lunghe e solitarie” (“as ruas são longas e solitárias”) e referências à madrugada, como “mezzanotte / alle due o tre” (“meia-noite / às duas ou três”), que ampliam a atmosfera de isolamento e fazem a noite parecer interminável.
A música também explora o desgaste emocional e a busca por identidade. Expressões como “occhi stanchi” (“olhos cansados”), “capelli fumosi” (“cabelos desgrenhados”) e “specchio rotto” (“espelho quebrado”) aprofundam o tom melancólico, sugerindo cansaço, confusão e uma identidade fragmentada. A “brezza” (brisa) que acompanha o tique-taque do relógio funciona como uma metáfora para o tempo que passa de forma quase imperceptível, mas constante, trazendo uma sensação de vazio. O espelho, especialmente em “l'ombra nello specchio” (“a sombra no espelho”) e “specchio rotto”, simboliza a busca por si mesmo em meio à solidão, onde até a própria imagem parece distorcida. Assim, “Orologgio” constrói uma narrativa introspectiva sobre solidão, melancolia e a percepção subjetiva do tempo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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