
Vida do Crime
MC Bola
A realidade do tráfico em “Vida do Crime” de MC Bola
“Vida do Crime”, de MC Bola, retrata de forma direta o fascínio que o tráfico de drogas exerce sobre jovens das periferias. A música mostra como o crime surge como uma alternativa sedutora ao caminho tradicional do esporte, representado na letra pela referência a Ronaldinho. O trecho “Nem que saber do Ronaldinho, quer ter dinheiro, quer ter luxo e mulher” deixa claro que, para muitos, o desejo de status, riqueza e poder fala mais alto do que a busca pelo sucesso no futebol. A menção ao carro Santa Fé reforça essa ideia de ostentação e ascensão rápida dentro do universo do tráfico.
A letra detalha ainda a dinâmica do tráfico, destacando a qualidade da droga vendida — “mercadoria monstra, produto de primeira, do tipo exportação, alto teor de pureza” — e o funcionamento das “lojinhas”, pontos de venda que desafiam a polícia e atraem viciados. O refrão “O certo é certo, o errado é cobrado, no dia a dia não tem pano pra safado” evidencia o código rígido desse meio, onde traições e erros são punidos com severidade. Ao afirmar “vida do crime é foda, mas é bom ser traficante”, MC Bola sintetiza a ambiguidade do tema: reconhece os riscos e dificuldades, mas também destaca o poder e os prazeres que essa escolha proporciona. Inserida no contexto do “funk proibidão”, a música expõe as motivações e consequências do envolvimento com o tráfico, sem romantizar ou condenar abertamente, mas refletindo a realidade das comunidades marcadas por essa presença.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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