Vai Dar Guerra
Mc Careca
Realidade periférica e denúncia social em "Vai Dar Guerra"
"Vai Dar Guerra", de Mc Careca, transforma o cotidiano da periferia em uma denúncia direta sobre a falta de oportunidades e o ciclo de violência nas favelas. A música narra a trajetória de um menino que começa vendendo chocolate na rua e acaba envolvido no crime, mostrando como a desigualdade social e o abandono do poder público empurram jovens para caminhos perigosos. O verso “Pensam que somos moeda querem tirar nós de circulação” expressa a sensação de desvalorização e exclusão, reforçando a ideia de que a sociedade trata essas vidas como descartáveis.
A letra destaca a realidade de famílias afetadas pelo desemprego e pela falta de perspectivas, como em “Os pais desempregados queimando seus neurônios” e “Os filhos que com o tempo caem na vida da malandragem”. O refrão “Vai dar guerra” funciona tanto como um alerta sobre as consequências do descaso social quanto como metáfora do conflito diário entre sobrevivência e opressão. A citação de bairros como “última ponte, Vila Telma, Dale coutinho, Capela” reforça o caráter local e realista da música, mostrando que a violência é uma experiência concreta. A parceria entre Mc Careca e Pixote, evidenciada em “Careca e Pixote nós somos assim feito irmãos”, simboliza a união e resistência das comunidades. O final trágico do personagem, morto de forma violenta, reflete a própria história de Mc Careca, assassinado em 2012, e de muitos jovens da periferia, tornando a música um hino de denúncia e memória.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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