
Mãe de Traficante
MC Daleste
Dor e alerta social em “Mãe de Traficante” de MC Daleste
Em “Mãe de Traficante”, MC Daleste escolhe narrar a história pela perspectiva da mãe, trazendo um olhar sensível e raro no funk. A música destaca o sofrimento das famílias que perdem seus filhos para o crime, mostrando o contraste entre as lembranças do filho ainda criança — “correndo, sorrindo com os olhos cheio de felicidade” — e a decepção ao vê-lo envolvido no tráfico. Essa abordagem evidencia não só a dor da perda, mas também a impotência diante de um ciclo social difícil de romper.
Diferente do “funk ostentação”, Daleste adota aqui o “funk consciente”, usando a letra para alertar sobre as consequências reais do crime. Ele mostra que a vida no tráfico não traz felicidade nem orgulho, apenas sofrimento e saudade. A trajetória do protagonista é detalhada desde a infância até a morte violenta, ressaltando fatores como falta de oportunidades, más companhias e ausência de orientação — “com os maus elementos que sempre ficava na porta da escola”. O apelo materno aparece em versos como “Filho não se afunde na vida bandida, que não tem saída / Você tem família, com os erros dos outros você tem que aprender”, reforçando o desejo de proteção mesmo diante do medo. O lamento repetido “ai que saudade daquele menino” funciona como um refrão de dor, representando a perda de tantas mães nas periferias. No final, a mensagem “a vida do crime não compensa, pare e pensa” resume o alerta social da música, transformando uma história pessoal em um aviso coletivo para a comunidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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