
Voz estranha
MC Daleste
Ironia e ascensão social em “Voz estranha” de MC Daleste
Em “Voz estranha”, MC Daleste utiliza a ironia para abordar temas do cotidiano da periferia, misturando humor e referências culturais. Logo no início, ele contrasta a admiração por quem não fuma com a confissão divertida de que gosta “mais do que lasanha” de maconha, usando o exagero para criar um clima descontraído. O verso “Meus zóio é de japonês, mas a pegada é de africano” brinca com estereótipos ligados ao uso da maconha (olhos pequenos) e à postura confiante, misturando referências culturais de forma leve e autodepreciativa, algo comum no humor periférico e no funk ostentação.
A ostentação aparece nas menções a marcas de consumo, como “Big Mac”, e na comparação entre o passado e o presente: “Só comia coxinha, hoje come Big Mac”. Essa passagem simboliza a ascensão social e o acesso a bens antes restritos, um tema central no funk ostentação. Daleste também valoriza sua autenticidade e a dos amigos da quebrada, mandando “salve” para os parceiros e reforçando a ideia de coletividade e pertencimento. O convite para compartilhar a música nas redes sociais mostra a consciência do artista sobre a importância da internet para o funk, além de reforçar o tom informal e próximo do público. No geral, “Voz estranha” é um retrato bem-humorado das conquistas, prazeres simples e da identidade periférica celebrada por Daleste na cultura do funk paulista.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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