
Encomenda 2
Mc Keke
Violência e cotidiano nas periferias em “Encomenda 2”
Em “Encomenda 2”, Mc Keke expõe de forma direta a realidade das periferias urbanas brasileiras, destacando como o crime e a violência se tornam parte do cotidiano e ganham visibilidade na mídia. Ao citar programas jornalísticos como os de William Bonner e Datena, a música mostra que as ações criminosas não apenas afetam a comunidade local, mas também se transformam em manchetes nacionais, aumentando a sensação de notoriedade entre os envolvidos.
A letra utiliza referências a veículos de luxo e armamentos — como “Kawasaki”, “Hornet”, “Audi A8”, “Hilux”, “Corolla” e “AK” — para ilustrar o poder aquisitivo obtido por meio de atividades ilícitas e o constante risco de confrontos violentos. Versos como “se algo der errado nois descarrega o pente” e “mas cuidado com a encomenda que é do cliente” evidenciam a tensão e a necessidade de precisão nas operações. Expressões como “capús na cara boladão ele é procurado” e “a entrega foi feita o boy tomou no cu” mostram a imprevisibilidade e o perigo dessas ações. O refrão “não podemos arranhar, vai passar para cá” reforça a importância da discrição nas “encomendas”, termo usado para entregas ilegais. Ao afirmar que está apenas “relatando o nosso dia dia”, Mc Keke adota um tom documental, mostrando que essa rotina é uma realidade para muitos, e não apenas ficção. O contraste entre a ostentação, a violência e a cobertura midiática cria uma narrativa que denuncia, mas também naturaliza, a criminalidade nas periferias.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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