300 Tiros Por Minuto
MCLello
Violência como espetáculo em “300 Tiros Por Minuto”
O refrão de “300 Tiros Por Minuto” transforma a cadência do AR-15 em pulsação musical: “trezentos tiros por minuto” funciona ao mesmo tempo como dado técnico do fuzil e como batida frenética, sublinhada por “papum” e pelo gaguejo “tre-tre-tre”. A letra nega o entretenimento (“Aqui não é o Playcenter, muito menos Hopi Hari”), mas encena a ação como show com “Luz, câmera e ação” e cobertura ao vivo (“Globocop”, “Moto link”). MCLello explora a zona cinzenta entre crime real e espetáculo midiático, um traço comum à dramatização do funk ostentação.
A narrativa é direta: assalto ao banco (“Metemo o Itaú... ação em um minuto”), fuga de “golfão” e confronto com ROCAM, Blazers e o helicóptero “Águia”. Quando “o águia brotou, meu AR 15 assim cantou”, a imagem do “ventilador” reforça a enxurrada de disparos e o efeito hipnótico do refrão; o placar “nós dez à zero” e “Pode chamar o dois porque já era o águia um” exibem bravata e sensação de superioridade momentânea. No segundo ato, tudo ganha clima de filme: “galpão”, “túnel cavado”, cerco por ROTA, GOE, Garra e GATE, “atirador de elite” nos prédios e fuga “tipo James Bond” com “Golf G5 turbinado”, sempre filmada. O fuzil que “esquentou” traduz adrenalina e escalada do risco. As onomatopeias, o refrão martelado e a lista de siglas dão verossimilhança e ritmo de perseguição, enquanto as referências reais (Águia, ROTA, GOE, GATE) amplificam a tensão e comentam a transformação do confronto em espetáculo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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