
Eu Matei o Júnior (part. Ventura Profana)
Linn da Quebrada
Ruptura e renascimento em "Eu Matei o Júnior"
Em "Eu Matei o Júnior (part. Ventura Profana)", Linn da Quebrada utiliza a repetição da frase "Eu matei o Júnior" como um gesto de ruptura com uma identidade masculina imposta, representando o passado que precisou ser deixado para trás. O nome "Júnior" simboliza essa antiga identidade, e sua "morte" é uma metáfora para o processo de autodescoberta e renomeação vivido por pessoas trans e travestis. Esse ato, longe de ser literal, é uma afirmação de coragem e sobrevivência diante de uma sociedade que frequentemente nega a existência dessas pessoas.
A letra é marcada por comandos diretos como "se saia", "se vingue" e "se manque", que funcionam como ordens para que a antiga identidade dê espaço à nova. A participação de Ventura Profana, também artista trans, reforça o tom de empoderamento e resistência. Metáforas como "queimar, arder" e "renascer das cinzas" ilustram o processo doloroso, mas necessário, de transformação. Já o verso “se trans for mar, eu rio / contra a correnteza / pra me lavar” traz a ideia de travessia e purificação, mostrando a luta para se libertar das imposições sociais. Assim, a música se apresenta como um manifesto de autoafirmação, celebrando a coragem de se reinventar e existir apesar das violências históricas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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