
Balas do Meu Bairro
MC Luanna
Violência e resistência em "Balas do Meu Bairro" de MC Luanna
"Balas do Meu Bairro", de MC Luanna, aborda de forma direta a violência policial e o racismo estrutural que marcam a vida das mulheres negras nas periferias. No verso “Eu não sou tão agressivo quanto as balas do meu bairro”, a artista evidencia como a violência se torna parte do cotidiano, ao mesmo tempo em que se distancia dessa brutalidade, mostrando sua própria humanidade diante do cenário hostil. A menção à “temporada de caça” e à polícia que “não só passa” reforça a sensação de perseguição constante e a falta de proteção para quem não tem “privilégio no nome”, conectando a letra à experiência pessoal de Luanna na periferia da Zona Oeste de São Paulo.
Na segunda parte da música, MC Luanna aprofunda questões de identidade e autoestima, questionando padrões de beleza e relações inter-raciais: “Se eu fosse menos neguinha / Será que eu seria excluída? / Talvez se eu fosse branquinha / Será que eles matariam né?”. Esses versos expõem a desvalorização das mulheres negras, tanto nos relacionamentos quanto na sociedade, e denunciam o racismo internalizado e a preferência por mulheres brancas. Ao perguntar “qual a cor da pele que te ama?” e “qual corpo que eles mais odeiam?”, Luanna mostra o impacto psicológico dessas estruturas e relembra ofensas sofridas desde a infância, ressaltando como o racismo é perpetuado desde cedo. A música se destaca como um relato realista sobre sobrevivência, resistência e a busca por valorização em meio à hostilidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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