
Filantropia
MC Marks
Crítica social e resistência em “Filantropia” de MC Marks
Em “Filantropia”, MC Marks utiliza expressões como “traficando minhas letra” para criar um duplo sentido marcante. Ao mesmo tempo em que faz referência à criminalização dos jovens das periferias, ele transforma o termo “tráfico” em uma metáfora para a propagação de sua arte como forma de resistência. O verso “tô prestes a assinar 157 porque tomei de assalto TV, rádio e internet” reforça essa ideia, já que o artigo 157 do Código Penal Brasileiro trata de roubo. Aqui, MC Marks usa o termo para mostrar como sua música ocupa espaços tradicionalmente fechados para vozes periféricas, desafiando o sistema e a mídia que costumam marginalizar essas narrativas.
A letra de “Filantropia” expõe a realidade difícil dos jovens em situação de vulnerabilidade, criticando a desigualdade social e a indiferença da sociedade e da mídia diante do sofrimento dessas pessoas. Ao pedir “menos preconceito e mais filantropia”, MC Marks faz um apelo por empatia e solidariedade, sugerindo que a transformação social depende de ações concretas e de uma mudança de mentalidade. O pedido a Deus por “uma chance de uma vida melhor pra aqueles que estão na pior” e o desejo de ver “o sentimento frio e a barriga vazia se transformar em mesa farta” reforçam a esperança de dias melhores. Além disso, a crítica à repressão policial e à ditadura evidencia o desejo de liberdade e justiça. Assim, a música se apresenta como um manifesto por dignidade, respeito e oportunidades iguais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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