
O Nordeste é a Peste
RAPadura Xique-Chico
Orgulho e resistência em "O Nordeste é a Peste"
Em "O Nordeste é a Peste", RAPadura Xique-Chico ressignifica uma expressão historicamente usada de forma pejorativa para transformá-la em símbolo de orgulho e resistência. O artista enfrenta o preconceito e a xenofobia de maneira direta, como nos versos “Diz que minha terra é um inferno? E ainda querem vim passar as férias?”, onde expõe a contradição de quem critica o Nordeste, mas consome sua cultura e recursos. RAPadura destaca a importância do Nordeste para o Brasil, tanto na economia quanto na cultura, como em “O chão que exporta abre porta e suporta suas paredes / Com o feijão de corda e o país nas costas fora das redes”, ressaltando o papel fundamental da região no desenvolvimento nacional.
A letra é rica em referências à cultura e à história nordestina, citando nomes como Ariano Suassuna, Chico Science, Paulo Freire e Bárbara de Alencar. Ao afirmar “Sou suassuna no microfone, se assuma ou some” e “Sou chico science, não há quem mangue se eu tô no beat”, RAPadura se coloca como parte de uma tradição de resistência e inovação. O uso de ritmos, expressões e personagens típicos reforça o sentimento de pertencimento e orgulho regional. O refrão repetido “O nordeste é a peste” deixa de ser ofensa e se torna uma afirmação de identidade, mostrando o Nordeste como fonte de saber, arte e luta, e transformando o estigma em símbolo de potência e autonomia cultural.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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