
Terra de Ninguém
MC Sid
Hipocrisia social e racismo em “Terra de Ninguém” de MC Sid
Em “Terra de Ninguém”, MC Sid faz uma crítica direta às desigualdades sociais e à hipocrisia no Brasil. Ele compara o tratamento dado a crimes cometidos por pessoas de diferentes classes sociais, como quando diz: “mano ir pra DP por vinte conto em Marijuana / não vi quem tirou 20 bi da Americanas”. Aqui, ele destaca o contraste entre a punição severa para pequenos delitos, geralmente cometidos por pessoas pobres, e a impunidade para crimes financeiros de grande escala, como o escândalo da Americanas. Essa abordagem evidencia como o sistema de justiça é seletivo e favorece os mais ricos.
A música também aborda o racismo estrutural, especialmente na forma como a mídia retrata pessoas de diferentes cores de pele. MC Sid aponta: “Vi a mídia chamar de jovem estudante / Quem desviou um milhão de reais da faculdade de medicina / Vi a mídia chamar de bandido / Quem furtou no mercado 30 conto de comida / E a diferença era só a cor da pele”. O uso da ironia em “mas racismo não existe, imagina” reforça a crítica à negação do problema pela sociedade. Além disso, o artista utiliza situações do cotidiano para mostrar a inversão de valores, como em “vende arma na feira e maconha na escola” e “no sinal se prega a Bíblia e na igreja pede esmola”. O refrão “Nessa terra de ninguém / Bandido tem mais fama que artista / E morre cedo quem não tem malícia” resume o sentimento de abandono e injustiça, mostrando que, nesse contexto, sobreviver exige adaptação às regras distorcidas do sistema.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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