Sangue Frio desde Pivete
MC Vitinho Da Sul
Crítica social e violência em “Sangue Frio desde Pivete”
Em “Sangue Frio desde Pivete”, MC Vitinho Da Sul aborda de forma direta e agressiva a violência policial e o abandono das comunidades periféricas pelo poder público. O verso “Pau no cu do Bolsonaro, esse puto falcatrua / Tira a paz dos favelado que eu vou tirar a sua” deixa clara a insatisfação do artista com o ex-presidente, responsabilizando-o por políticas que aumentam a opressão sobre os moradores das favelas. O uso de gírias como “coisão” (policial) e expressões de ódio à farda reforçam o clima de conflito constante entre a população marginalizada e as forças de segurança.
A letra também mostra como a violência e a criminalidade acabam sendo normalizadas como resposta à falta de oportunidades e à repressão. Trechos como “Hoje eu tô diplomado, com canudo de ladrão / 38 automática, perigo na mão do cão” ilustram o crime como alternativa de sobrevivência, enquanto a expressão “canudo de ladrão” ironiza a ideia de diploma, sugerindo que a vivência nas ruas é uma espécie de formação. O tom cru e a linguagem típica das periferias dão autenticidade ao relato, evidenciando o desejo de vingança e o sentimento de injustiça presentes no cotidiano desses jovens. Imagens fortes, como “arranquei o olho com a unha” e “3 cabeça rola hoje”, chocam o ouvinte e denunciam a brutalidade do dia a dia, ao mesmo tempo em que expõem a indiferença da sociedade diante dessa realidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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