
Dolores (part. Agnes Nunes)
Xamã
Dor e resistência no amor em "Dolores (part. Agnes Nunes)"
Em "Dolores (part. Agnes Nunes)", Xamã e Agnes Nunes exploram com sensibilidade a dor de um amor reprimido entre mulheres, usando a personagem Dolores como símbolo das feridas causadas pelo preconceito. O nome Dolores não é apenas um nome próprio, mas carrega o peso das "dores" vividas por quem precisa esconder seus sentimentos, especialmente dentro da comunidade LGBTQIA+. Isso aparece em versos como “Talvez, ela nem vai escutar esse som / Que eu fiz só pra ela”, que sugerem o silêncio forçado e a distância imposta por uma sociedade que não aceita esse tipo de amor.
A imagem recorrente de “flores no cabelo solto de dolores” reforça a ideia de beleza e liberdade, mas também destaca como essas qualidades são ofuscadas pelo sofrimento causado pelo preconceito. O uso da palavra “flores” cria um contraste com a dor, mostrando que, apesar das dificuldades, ainda existe ternura e o desejo de viver esse amor de forma plena. O trecho “Minha Cinderela nosso conto ia fazer revolução” faz referência ao desejo de um final feliz e à ideia de que viver esse amor abertamente seria um ato revolucionário diante das repressões. Assim, a música constrói uma atmosfera íntima e sensível, ao mesmo tempo em que denuncia, de forma sutil, as barreiras enfrentadas por quem ama fora dos padrões sociais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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