
Leitura e Poesia Marginal
Xamã
Vício e exclusão social em "Leitura e Poesia Marginal"
"Leitura e Poesia Marginal", de Xamã, aborda de forma direta como o vício em álcool e cigarro está ligado a problemas estruturais da sociedade. O verso “Falência múltipla dos órgãos das colunas sociais” denuncia o colapso das instituições que deveriam oferecer suporte, sugerindo que a marginalização e a falta de oportunidades levam muitos a buscar alívio em substâncias destrutivas. Imagens como “Enche o copo do soldado até a borda” e “Você se afunda no copo pra morrer de qualquer forma” ilustram a autodestruição silenciosa do cotidiano, reforçando a ideia de que o sofrimento é perpetuado por um sistema indiferente, como em “Quem fornece o veneno é quem menos se importa”.
A música também destaca a dificuldade de romper padrões nocivos, como mostra a frase “Meu filho faça o que eu digo, não faça o que eu faço”, evidenciando a contradição entre o desejo de proteger as próximas gerações e a incapacidade de escapar do próprio vício. O título faz referência à poesia marginal, movimento literário que dava voz a experiências à margem da sociedade, refletido na abordagem de Xamã sobre exclusão, sofrimento e resistência. Metáforas como “Eu fui pintura premiada, hoje não passo de um esboço” mostram a perda de potencial causada pelo vício, enquanto “Pois pra lutar consigo mesmo nem sua alma sai ilesa” resume o tom reflexivo da canção, mostrando que a luta interna contra o vício é dolorosa e deixa marcas profundas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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