
RETALHOS
Xamã
Fragmentação e identidade em “RETALHOS” de Xamã
Em “RETALHOS”, Xamã constrói uma narrativa marcada pela fragmentação, refletindo o próprio título da música. A letra funciona como uma colcha de retalhos, reunindo pedaços de experiências pessoais, referências culturais e memórias. O artista mistura elementos do cotidiano e da cultura pop, como em “Ele acha que é o Scorsese com uma Black Magic” e “Acha que é o Ayrton Senna, na Av das Américas”, para mostrar como diferentes influências e identidades se entrelaçam em sua trajetória. O conceito de retalhos vai além do literal, servindo como metáfora para a formação do próprio eu a partir de vivências diversas, em sintonia com o álbum “Fragmentado”, que também explora a ideia de reunir partes para formar um todo.
As citações a personagens como Valdemort, Carrie e à estilista Vivienne Westwood reforçam a sensação de vida multifacetada e de busca por identidade. O verso “Vendi a 10 milhão de dólar minha juventude” traz uma reflexão sobre o preço do sucesso e as perdas do amadurecimento. Já trechos como “Nossa terapia é o hip-hop, quantas vidas salvas” e “O tempo faz tic-tac / De Campo Grande city, chapa” conectam a experiência pessoal de Xamã à realidade de quem vê no rap uma forma de expressão e sobrevivência. O refrão “Ai, ai, ai, cês tão ouvindo da onde, da onde?” destaca as múltiplas origens e perspectivas presentes na música, convidando o ouvinte a enxergar a canção como um mosaico de histórias e sensações.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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