
Atrás do Prejuízo (part. Beto de Almeida)
MCK
Realidade e resistência em "Atrás do Prejuízo" de MCK
"Atrás do Prejuízo (part. Beto de Almeida)", de MCK, retrata de forma direta a dura rotina de quem vive nas periferias de Luanda, Angola. Logo no início, versos como “Bidón nas costas / Não tenho água em casa / Vou roubar debaixo da ponte” mostram a dificuldade de acesso a necessidades básicas, como água, e expõem a precariedade dos serviços públicos. O artista também faz referência ao aumento dos preços e do combustível, conectando a letra ao contexto de crise econômica e desigualdade social que marca o cotidiano angolano. Ao citar bairros e expressões locais, como em “rasguei o musseque / já estou no asfalto”, MCK aproxima o ouvinte da realidade vivida por muitos angolanos, reforçando o tom documental da música.
A canção aborda ainda a violência institucional e a corrupção, exemplificada na cena em que um policial agride uma vendedora ambulante grávida: “Um homem a pontapear / Uma zungueira grávida / Era um policial fiscal / Com a sua atitude agra”. Esse episódio, amplamente discutido nas redes sociais, destaca o abuso de poder e a impunidade, temas frequentes no rap angolano. Apesar das adversidades, a música traz uma mensagem de resistência e esperança, especialmente no refrão: “Eu vou sorrir pra não chorar / É mais um dia da minha vida / Vou cantar pra não pensar as malambas desta vida”. “Malambas” significa dificuldades e sofrimentos, e a escolha de sorrir e cantar diante delas revela a força e a resiliência do povo. A participação de Beto de Almeida, com sua voz melódica, suaviza o relato e amplia o impacto emocional da música, tornando "Atrás do Prejuízo" um retrato sensível e fiel da luta diária em Luanda.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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