NHAMANDU TENONDE
Memória Viva Guarani
“NHAMANDU TENONDE”: devoção circular e memória ancestral
O título “NHAMANDU TENONDE” (Nhamandu Primeiro) afirma Nhamandu como a divindade criadora central na cosmovisão guarani. A repetição de “tenonde” (primeiro) não é só reforço de sentido: funciona como gesto ritual que recoloca Nhamandu no início de tudo a cada ciclo do canto. As invocações — “Nhamandu tenonde” (Nhamandu Primeiro), “Tenonde” (primeiro), “Nhanderu” (nosso pai/Deus) — instauram ritmo de devoção e pertencimento, ecoando os cânticos usados para manter o elo com o mundo espiritual. O efeito é um estado de recolhimento e comunhão, no qual o canto se torna memória viva, em sintonia com a proposta do grupo Memória Viva Guarani.
As imagens da letra organizam uma narrativa de origem. “Oyvarapy py” (no princípio) define o tempo sagrado da criação; “Imba’ekuaa gui” (de sua sabedoria) indica que tudo nasce guiado pelo conhecimento de Nhamandu; e “Onhembojera Pytuymã mbyte gui” (do meio do vazio) apresenta um motivo cosmogônico: o mundo emergindo do nada. Essa última fórmula também pode sugerir, no contexto ritual, o silêncio interior de onde brotam vida e palavra. A repetição circular dessas expressões aproxima a canção da reza-canto tradicional e reforça sua função de guardar e transmitir a herança espiritual do povo. Assim, cada repetição reata a comunidade à terra, aos ancestrais e ao princípio criador, renovando continuamente o ciclo de criação e memória.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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