
Bonde Nervoso do 157
Menor do Chapa
Realidade e exclusão social em “Bonde Nervoso do 157”
“Bonde Nervoso do 157”, de Menor do Chapa, apresenta de forma direta e sem filtros a rotina e o código de conduta de um grupo envolvido no crime organizado. O título faz referência ao artigo 157 do Código Penal, que trata de roubo, e o termo “bonde nervoso” reforça a imagem de um grupo temido e perigoso. Ao longo da música, Menor do Chapa descreve ações como “157 roubando pra caralho metendo várias broncas de carrão do ano” e “meteu um banco”, deixando claro o envolvimento com assaltos e a ostentação de bens adquiridos de forma ilícita, características marcantes do chamado “funk proibidão”.
A letra também evidencia o sentimento de exclusão social e revolta, especialmente em “Não tive um incentivo e nem dignidade / Eu sou um excluído foda-se a sociedade”. Esse trecho reflete a realidade de muitos jovens das comunidades cariocas, que se sentem marginalizados e acabam vendo no crime uma forma de sobrevivência e afirmação. A hostilidade contra a elite aparece em “Minha sede de vingança já não tem limite / Sô mais a minha 9 conspirar contra a elite”, mostrando o crime como resposta à desigualdade social. O tom da música mistura desafio, resignação e luto, principalmente ao abordar a perda de um amigo: “A mãe dele trás no rosto o profundo desgosto / Perdeu a jóia rara seu único garoto”. Assim, a canção retrata não só a dinâmica do crime, mas também as consequências trágicas e o ciclo de violência presentes nas favelas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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