
Provérbios do Inferno
Mercenárias
Provocações e crítica social em “Provérbios do Inferno”
“Provérbios do Inferno”, das Mercenárias, destaca-se por transformar aforismos de William Blake em um manifesto musical que desafia valores morais e sociais tradicionais. Ao adaptar trechos do poema “Proverbs of Hell”, a banda não só homenageia Blake, mas também reforça sua postura crítica e libertária, característica do punk e pós-punk brasileiro dos anos 80. Frases como “A estrada do excesso leva ao palácio da sabedoria” e “Quem deseja, mas não age, gera a pestilência” defendem uma vida intensa e autêntica, em oposição à repressão e à hipocrisia social.
A letra explora a dualidade entre bem e mal, questionando normas religiosas e morais rígidas, como em “As Prisões se constroem com as pedras da Lei, os Bordéis, com os tijolos da Religião”. Essa crítica, herdada de Blake e incorporada pelas Mercenárias, sugere que tanto a lei quanto a religião, quando levadas ao extremo, podem gerar opressão e contradições. Metáforas como “Os tigres da ira são mais sábios que os cavalos da educação” reforçam a ideia de que impulsos considerados negativos também têm valor e sabedoria, desafiando a visão tradicional maniqueísta. Ao trazer esses provérbios para o cenário brasileiro dos anos 80, a banda amplia o alcance das reflexões de Blake, conectando-as à luta por liberdade individual e crítica social em um momento de transição política no Brasil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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