
No Bojo da Macaíba
Mestre Ambrósio
Relação entre natureza e cultura em “No Bojo da Macaíba”
A música “No Bojo da Macaíba”, de Mestre Ambrósio, utiliza uma lista de árvores nativas como ponto de partida para abordar a destruição ambiental e a perda da identidade cultural do Nordeste. Ao citar espécies como Gonçalo-Alves, Pau-Ferro, Jatobá e Jacarandá, a canção vai além de celebrar a biodiversidade: ela registra de forma afetiva a existência de espécies ameaçadas, transmitindo a sensação de perda e resistência diante do desmatamento. Isso fica claro em versos como “Gigante que cai / Não mais se levanta”, que expressam a irreversibilidade da destruição das árvores e, simbolicamente, das tradições locais.
O título faz referência à macaíba, uma palmeira típica da região, e sugere um mergulho nas raízes e na essência do Nordeste. A letra mistura oralidade e regionalismo, criando imagens como “Machado assovia” e “Madeira calada”, que evocam tanto a alegria das festas quanto a violência do corte das árvores. A menção a Frei Jorge, que “pregou na floresta” e se espanta ao ver o corte de seu pé, reforça a ideia de que nem a fé ou a tradição conseguem conter a exploração predatória. Assim, a música assume um tom reflexivo e melancólico, celebrando a riqueza natural enquanto denuncia sua fragilidade diante das ações humanas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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