
Sêmen
Mestre Ambrósio
Identidade e ancestralidade em “Sêmen” de Mestre Ambrósio
Em “Sêmen”, Mestre Ambrósio utiliza o termo do título para discutir origem, fertilidade e, principalmente, identidade. A escolha da palavra “sêmen” vai além do sentido biológico, funcionando como metáfora para ancestralidade e a busca por pertencimento. A letra traz questionamentos sobre a dificuldade de acessar as próprias raízes, como no verso “Como posso saber de onde venho / Se a semente profunda eu não toquei?”. Aqui, a semente representa a origem, algo oculto e difícil de compreender totalmente, reforçando o tom de dúvida e busca presente na música.
A canção também aborda a mestiçagem e a diversidade cultural do Brasil, especialmente do Nordeste. Ao afirmar “o mais puro padrão é o mestiço” e citar exemplos como “sertanejo com olhos de nissei” e “cantador com suingue caribenho”, a música mostra que não existe uma identidade única ou pura, mas sim uma mistura de influências. O trecho “Deixe o mundo rodar que dá é nisso / A roleta dos genes nunca erra” reforça que a mistura é inevitável e natural. No final, o narrador admite não saber o que fazer e sentir-se sem chão, expressando a angústia de quem busca suas raízes, mas reconhece que elas são profundas e, muitas vezes, inalcançáveis.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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