Lei Áurea
Mestre Capu
Reflexão sobre racismo e resistência em "Lei Áurea"
Em "Lei Áurea", Mestre Capu faz uma análise crítica do processo de abolição da escravidão no Brasil, destacando como o racismo e o preconceito continuaram presentes mesmo após a assinatura da lei. A referência à acusação de que a Princesa Isabel teria "dormido com o negão" expõe o racismo da época e mostra como a sociedade tentou deslegitimar tanto a ação da princesa quanto a liberdade conquistada pelos negros. Essa passagem evidencia que a abolição não foi suficiente para eliminar o preconceito e as tensões raciais.
A música também valoriza a capoeira como símbolo de resistência e proteção dos escravizados. Ao afirmar que "a capoeira não é semente do mal" e que sua "beleza também é sua defesa", Mestre Capu destaca o papel da capoeira como forma de luta e afirmação cultural. A repetição do termo "Lei Áurea" funciona como um lamento e um convite à reflexão sobre o verdadeiro significado da liberdade, sugerindo que a abolição foi apenas um passo inicial. Trechos como "vem pedir para o meu canto, pra poder se libertar" e "quando amanhece, o nego já tava longe" reforçam o sofrimento, a fuga e a busca por reconstrução familiar após a libertação. Ao recusar ser procurado pelo feitor, a letra simboliza a ruptura com o passado de opressão, enquanto a capoeira permanece como herança de luta e identidade negra.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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