
A Travessia
Mestre Damasceno
Cotidiano e cultura marajoara em “A Travessia” de Mestre Damasceno
A música “A Travessia”, de Mestre Damasceno, retrata de forma leve o cotidiano e as tradições da vida ribeirinha no Marajó. A canoa, o vento forte e as ondas grandes presentes na letra representam tanto a travessia literal dos rios e igarapés quanto as dificuldades enfrentadas pelos moradores do arquipélago. O refrão “Balanceou, balancea, no jogo da maresia eu cheguei no Camará” reforça a ideia de adaptação e resistência diante dos desafios, usando a maresia como metáfora para as adversidades e a chegada ao Camará como símbolo de conquista e pertencimento à comunidade local.
Ao citar a visita ao “xodó” em Salvaterra, Mestre Damasceno destaca a importância dos laços afetivos e familiares, valorizando o deslocamento entre comunidades e a celebração dos encontros. Elementos como a “magirona da panela” e os conselhos sobre relacionamentos amorosos trazem expressões populares e o humor típico do interior, misturando sabedoria popular com leveza. A comparação entre o “passarinho tico tico, rouxinol da laranjeira” e o valor do beijo de moça solteira ressalta a simplicidade e a riqueza dos pequenos prazeres da vida. Assim, a música celebra a cultura marajoara e o espírito festivo da região, aspectos centrais na obra de Mestre Damasceno, reconhecido como patrimônio cultural do Pará.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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