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História do Marajó

Mestre Damasceno

Tradições e natureza em “História do Marajó” de Mestre Damasceno

A música “História do Marajó”, de Mestre Damasceno, retrata de forma clara a relação íntima dos habitantes do Marajó com os rios, a natureza e as tradições locais. Versos como “Vou subir de rio acima / Vou remar de igarapé / Vou passear de canoa / Vou pescar tucunaré” mostram o cotidiano ribeirinho, onde a locomoção pelos igarapés e a pesca são parte fundamental da identidade marajoara. O Rio Paracauari, citado na letra, simboliza não apenas um local geográfico, mas também o contato direto com a natureza e suas riquezas, reforçando o vínculo dos moradores com o ambiente ao redor.

A canção também destaca o folclore e as lendas da região, mencionando personagens como a “vaca malhada”, o “vaqueiro do Piratuba”, o “bezerro mole” e a “mula sem cabeça”. Essas figuras representam a força das histórias orais e do imaginário popular, aspectos que Mestre Damasceno valoriza em sua obra. O verso “Papai do Céu que me acuda” expressa o respeito e o temor diante do desconhecido e do sobrenatural presentes nessas lendas. Além disso, imagens como “O canto da passarada é no sino da manhã” e “a cobra cega falada no pulsão do mucunã” ressaltam a riqueza sensorial da ilha, misturando sons, fauna e flora em uma celebração da vida marajoara. Assim, a música se apresenta como um retrato autêntico da cultura, da natureza e das crenças do povo do Marajó.

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