Na Beira do Cais
Mestre Fanho
Tradição e devoção em “Na Beira do Cais” de Mestre Fanho
“Na Beira do Cais”, de Mestre Fanho, retrata com sensibilidade o ambiente das rodas de capoeira na Bahia, destacando o respeito às tradições e a disciplina dos praticantes. A lembrança da roupa branca que “voltava limpinha” após o jogo não só evidencia a destreza dos capoeiristas, mas também simboliza o cuidado e o valor ritualístico do espaço, reforçando a pureza e o respeito presentes nessas rodas.
O verso “A cobra picava, o veneno da cobra não me atingia” utiliza uma metáfora típica da capoeira para exaltar a habilidade de escapar dos perigos do jogo. Aqui, a “cobra” representa os desafios e a malícia do jogo, enquanto a superação desses obstáculos demonstra a experiência e técnica dos participantes. O som do berimbau, citado diversas vezes, serve como elo entre os capoeiristas e a tradição, marcando o ritmo e a energia do grupo. Elementos espirituais, como a proteção da Virgem Maria e os pedidos a São Bento, mostram que a capoeira vai além do físico, sendo também um espaço de fé e conexão com o sagrado. Ao celebrar esses aspectos, Mestre Fanho reforça o orgulho, a saudade e o sentimento de pertencimento à cultura da capoeira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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