
O Capoeira
Mestre Irmão
Relações de poder e tradição em “O Capoeira” de Mestre Irmão
Em “O Capoeira”, Mestre Irmão utiliza a metáfora da capoeira como "faca de dois gumes" para mostrar que essa prática pode tanto libertar quanto aprisionar, dependendo de como é conduzida. O verso “a mão que te dá é a mesma que te cobra” destaca a necessidade de responsabilidade e respeito dentro da comunidade, onde relações de amizade e liderança podem ser ambíguas. O trecho “oro a Deus todo dia pra não vacilar” reforça a vigilância constante exigida nesse ambiente.
A música faz uma crítica direta a mestres que, em vez de promoverem a liberdade e a expressão — valores históricos da capoeira como instrumento de resistência dos afrodescendentes —, acabam por “escravizar seu próprio irmão”. Essa denúncia se conecta ao contexto histórico da capoeira, que nasceu como ferramenta de luta e emancipação, mas pode ser distorcida por lideranças autoritárias. Ao repetir o desejo de ser “bom amigo por onde eu andar, guiado pela capoeira a todo lugar”, Mestre Irmão valoriza o companheirismo, a humildade e o respeito mútuo, essenciais para manter a capoeira como herança cultural viva. O trecho final, “a capoeira antiga não está morta”, ressalta a importância da tradição e da ancestralidade, mostrando que a verdadeira essência da capoeira permanece viva nos rituais, instrumentos e na coletividade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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