Ladainha de Cativeiro
Mestre Marrom
Resistência e memória em "Ladainha de Cativeiro" de Mestre Marrom
"Ladainha de Cativeiro", de Mestre Marrom, aborda de forma direta a continuidade do sofrimento dos negros mesmo após a abolição da escravidão no Brasil. O verso “Não libertou todos os escravos / A princesa Isabel” evidencia que a Lei Áurea, assinada em 1888, não trouxe liberdade plena para todos, ressaltando que muitos continuaram marginalizados e sem acesso a direitos básicos. A música faz questão de mostrar que a abolição foi apenas um passo, e não uma solução definitiva para as injustiças históricas.
A letra utiliza imagens marcantes para retratar o sofrimento dos africanos escravizados, como em “Negro era transportado / Em um navio negreiro / Com promessas de trabalho / Pra ganhar muito dinheiro”, desmascarando as falsas promessas que escondiam a violência do tráfico negreiro. O trecho “Uma delas era o banzo / A doença da tristeza” faz referência ao banzo, uma profunda tristeza que acometia os escravizados, muitas vezes levando-os à morte. No final, a canção assume um tom de orientação e resistência: “Menino toma cuidado / Com a magia do saber / E praticar a capoeira / Pra poder se defender, camarada”. Aqui, Mestre Marrom destaca a capoeira como símbolo de resistência, herança cultural e instrumento de defesa, reforçando a importância de preservar e honrar a história de luta dos afro-brasileiros.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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