Eu Não Sei Como Se Vive
Mestre Pastinha
Crítica social e resistência em "Eu Não Sei Como Se Vive"
A música "Eu Não Sei Como Se Vive", de Mestre Pastinha, aborda de forma clara as dificuldades de viver em uma sociedade marcada por julgamentos e contradições. Nos versos “Se fala muito é falador / Se fala pouco é manhoso / Se come muito é guloso / Se não come é mesquinho”, o artista mostra como qualquer atitude pode ser alvo de críticas, revelando a hipocrisia presente nas relações sociais. Essa observação direta reflete o olhar crítico de Mestre Pastinha sobre as injustiças que atingem principalmente os mais humildes, tema recorrente em sua obra e em sua trajetória como mestre de capoeira.
A letra também utiliza imagens simples para ilustrar a instabilidade da vida: “Fazer casa no capim / E o vento leva ela, ai meu bem / Maribondo leva fim”. A casa de capim, facilmente destruída pelo vento, simboliza a fragilidade das conquistas dos menos favorecidos, enquanto o maribondo representa o esforço que pode ser desfeito rapidamente. Já o trecho “Caveira quem te matou, ai meu bem / Foi a língua meu senhor” destaca o poder destrutivo da fofoca e da inveja, conectando-se à referência bíblica de Caim e Abel. Assim, Mestre Pastinha utiliza a música e a capoeira como formas de resistência e reflexão sobre as dificuldades e injustiças enfrentadas no cotidiano.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Mestre Pastinha e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: