
Eu Não Vou Remar Contra a Maré
Mestre Pernalonga
Adaptação e coragem em “Eu Não Vou Remar Contra a Maré”
Na cantiga “Eu Não Vou Remar Contra a Maré”, Mestre Pernalonga recusa o esforço inútil e aposta na inteligência tática: avançar com a corrente. A frase-título não fala em desistir, mas em ler o contexto e ajustar o jogo. Quando surge o revés — “Meu remo quebra/Meu barco vira” — a resposta não é forçar mais, e sim mudar de ação: “Eu vou nadar/Eu vou jogar/Eu vou cantar”. No universo da capoeira, “remar contra a maré” é ir contra forças inevitáveis; aqui, ele decide não desperdiçar energia. A metáfora marítima, tão presente nas cantigas, faz do mar a própria vida e a roda: “jogar” vale tanto por jogar capoeira quanto por lançar-se ao mar, sinal de adaptação.
A narrativa vai do fracasso material à reinvenção do corpo e da voz no meio do mar. Por isso, “Eu vou remar no meio do mar” não contraria o título: depois da queda, remar passa a ser remar a favor da corrente, já com aprendizado. A repetição de “Eu não vou remar contra a maré” fixa a decisão, enquanto as chamadas cadenciadas “Quebra/Vira” evocam o chamado-e-resposta da roda, gravando a mensagem no corpo e no ritmo. O sentimento dominante é de calma coragem: reconhecer o que não se controla, adaptar a estratégia e seguir cantando para cruzar a corrente.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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