
Stabilo
Metrô
Crítica à alienação tecnológica em “Stabilo” do Metrô
A música “Stabilo”, da banda Metrô, faz uma crítica direta e irônica à sociedade tecnológica e consumista dos anos 1980. A letra apresenta um personagem descrito como “humanóide meio sintético”, que consome “veneno com polietileno” e sente “orgasmo poli-astronômico só em pensar no desastre atômico”. Essas imagens destacam a alienação e o comportamento autodestrutivo de uma geração fascinada pela tecnologia, pelo consumo excessivo e pelo espetáculo do caos, sem perceber seu próprio papel na degradação coletiva. O termo “Stabilo”, referência à marca de canetas e marcadores, reforça a ideia de padronização e artificialidade das experiências humanas, ampliando o tom crítico da música.
A inclusão da cantiga francesa “Frère Jacques” (“dormez-vous?”/“vocês estão dormindo?”) em meio ao som eletrônico funciona como um alerta sarcástico: enquanto todos permanecem passivos, a “grande demência” se aproxima. A recomendação repetida de “desligar o seu televisor” evidencia a crítica ao excesso de informação, à passividade diante da mídia e à anestesia coletiva causada pela televisão. O refrão repetitivo e expressões como “louco” e “vídeo-maníaco” reforçam o clima de urgência e deboche, mostrando uma sociedade à beira do colapso, mas que parece se divertir com a própria decadência. Mesmo sem detalhes sobre a inspiração da faixa, a letra se encaixa na proposta do Metrô de retratar, com ironia, os dilemas urbanos e tecnológicos do período.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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