
Dia Da Procissão
Miguel Araújo
Tradição e ironia em “Dia Da Procissão” de Miguel Araújo
“Dia Da Procissão”, de Miguel Araújo em parceria com António Zambujo, retrata de forma bem-humorada o contraste entre as tradições das festas populares portuguesas e as preocupações do mundo moderno. A letra destaca cenas típicas de uma vila em festa, como a procissão, a dança da chula e a concertina, trazendo personagens como o “Zé da adega”, a “velha que dança a chula” e a “prima que segura a irmã”. Esses elementos criam um ambiente familiar e caricato, reforçando a identidade cultural portuguesa.
O tom irônico aparece ao misturar o sagrado e o profano, como no momento em que a santa cai do andor ou quando o padre “pinta a manta”, expressão usada para indicar travessuras. A música também brinca com referências contemporâneas, citando marcas e músicas internacionais como “Chanel número cinco”, “Mambo number five” e “I will survive”, e contrapondo-as a expressões portuguesas como “quinto império” e “quinto dos infernos”. O verso “Se a América se lembrar de carregar no tal botão, que o mundo dure ao menos até ao fim do dia da procissão” (Se a América decidir apertar aquele botão, que o mundo pelo menos dure até o fim do dia da procissão) faz alusão ao medo de uma catástrofe global, mas revela o desejo de que, apesar das ameaças, as pequenas alegrias e tradições do povo resistam. Assim, a canção celebra o espírito comunitário e a capacidade de rir das próprias dificuldades, valorizando o cotidiano mesmo diante das incertezas do mundo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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