
Saudade
Miguel Araújo
A luta interna contra a ausência em "Saudade" de Miguel Araújo
Em "Saudade", Miguel Araújo explora o sentimento de ausência de forma intensa e pessoal, destacando a dificuldade de lidar com a falta de alguém ou algo importante. O verso repetido “Se eu não mato a saudade, é ela que me mata a mim” resume o conflito central da música: a saudade é apresentada como uma força ativa, quase uma entidade capaz de dominar quem a sente. Essa abordagem dialoga diretamente com a tradição portuguesa, onde a saudade é vista como um sentimento inevitável e marcante na vida das pessoas.
A letra mostra tentativas frustradas de escapar desse sentimento, como em “Matei a tarde, então morri de tédio” e “Comprei tempo, então vendi a alma”. Essas frases revelam que, mesmo buscando distrações ou tomando decisões impulsivas, o vazio da saudade persiste. O jogo de palavras entre “não liguei” (ignorar) e “liguei” (ceder ou entrar em contato) reforça a ambiguidade entre resistir e se render ao sentimento. O trecho “Nunca combinámos bem / E o combinado era não ligar” evidencia a dificuldade de manter distância emocional, mesmo quando há uma decisão racional de não se envolver. Assim, a música retrata a saudade como uma luta interna constante, onde ignorar o sentimento só faz com que ele se torne ainda mais intenso e difícil de superar.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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