No Alpendre da Casa que Morei
Miguel Bezerra e João de Oliveira
Memórias e saudade em “No Alpendre da Casa que Morei”
A música “No Alpendre da Casa que Morei”, de Miguel Bezerra e João de Oliveira, destaca como objetos e cenários simples do cotidiano rural podem carregar grande valor emocional. O alpendre, espaço central da casa sertaneja, representa um tempo que ficou para trás, reunindo lembranças da infância, da família e das tradições do sertão nordestino. Ao mencionar itens como a virola do arado, a esteira do jumento, o pilão de aroeira e a roupa de couro, a letra não só descreve o ambiente, mas também reforça o vínculo afetivo com a terra natal e com familiares que já partiram, como no verso: “Por não ver nem papai e mãe querida / Foi a hora pior da minha vida”.
Miguel Bezerra busca valorizar a cultura sertaneja ao transformar detalhes do passado em memórias vivas. A ausência dos familiares, a passagem do tempo e o abandono de objetos – como o cortiço vazio e as cisternas rachadas – intensificam o sentimento de perda e solidão, mas também trazem gratidão pelas experiências vividas. A música ressalta a importância das lembranças, das brincadeiras, dos conselhos maternos e das histórias do avô, mostrando que a verdadeira riqueza está nos laços familiares e nas memórias construídas. Assim, a canção se torna um retrato sensível da identidade e da memória afetiva do povo nordestino.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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