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Quatro Minutos Políticos

Miguel Chiyo Tomás

Narrativa exposta com retórica e discurso
Histórias ilusórias pra guiar o teu percurso
Por demagogias cedes sonhos sem recurso
E o povo fustigado, mais aplaude o próprio curso
Cegam multidões com política opressora
Manipuladora
Promessas em vitrine com verniz de enganadora
Mão esmagadora
Mãos que já mataram querem ser as protetoras?
Sem progenitora
Enquanto a gente cala, legitimam cada hora
Onde o abuso cresce e a verdade evapora
Lágrimas escorrem com memórias de samora
Transformam o passado numa foice que devora
Notícias em excesso nos deixando sem aurora
Informação em massa, ignorância que aflora
Noticiários tolos, muita gente que decora
Fingem minorias, mas é colonizadora
Mudam só a pele, mesma mente exploradora
Soltam mais aroma da pobreza numa rosa
Povo virou mosca, pois na merda agora pousa
Gente que trabalha não tem folga, não repousa
Silenciam aqueles que suplicam por justiça
E chamam de ruído toda voz que não se aliça
Vendem-nos promessas numa eleição postiça

Povo vira bode das maldades do governo
Governo cria guerras e nos larga no terreno
Sem infraestruturas mas há tantas sepulturas
Morte na cultura, avicultura e agricultura

Sem democracia, só fachada fictícia
Urna é só cenário, decisão já é notícia
Trituram a verdade antes mesmo de encontrá-la
Censuram e enterram, tentam logo apagá-la
Procuram sufocá-la, suprimi-la e devastá-la
São intolerantes com quem pensa diferente
Perdem no argumento, puxam armas de repente
Quando a ideia falha, a violência é coerente
Decreto vira medo pra calar toda a gente
Lei é só matéria de um tribunal ausente
Justiça leiloada ao poder super potente
Tudo por vaidade, é espetáculo e frequente
Sentenças são só egos com roteiro tão doente
E o povo só aplaude pro seu novo dirigente
Mesmo velho rosto, só mudaram o pendente
Não há paciência, só conflitos no ambiente
Sanidade morta num discurso de doente
Escondem violência no seu terno elegante
Sorriso diplomático, e com punho mais sangrante
A paz é só teatro num roteiro instigante
Onde o povo é figurante, e o sistema comandante

Povo vira bode das maldades do governo
Governo cria guerras e nos larga no terreno
Sem infraestruturas mas há tantas sepulturas
Morte na cultura, avicultura e agricultura


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