
Ninguém É de Ninguém
Milionário e José Rico
Solidão e desapego em "Ninguém É de Ninguém"
Em "Ninguém É de Ninguém", Milionário e José Rico utilizam a alternância entre português e espanhol no refrão para reforçar o sentimento de solidão e deslocamento do narrador. Esse recurso, pouco comum na música sertaneja da época, reflete a influência da rancheira mexicana e a admiração de José Rico pela música latina. O uso do espanhol intensifica o tom melancólico e resignado da canção, ampliando o impacto emocional da mensagem de que, no fundo, ninguém pertence a ninguém.
A letra acompanha o sofrimento de alguém marcado pela dor de uma separação, que passa noites em claro e chega à conclusão de que a solidão é inevitável: “É certo aquele ditado / Que nesta vida ninguém é de ninguém”. Essa frase resume o tema central da música, sugerindo uma aceitação amarga de que os laços afetivos são frágeis e passageiros. O desejo de não sofrer mais por amor aparece na ideia de que seria melhor “morrer no deserto”, um símbolo de isolamento total, onde não existiriam mais gritos de dor ou saudade. Ao repetir esse sentimento em espanhol no final, a música mostra que a dor da solidão é universal, ultrapassando idiomas e fronteiras culturais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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