
Memórias do Café Nice
Milton Carlos
Saudade e encontros históricos em “Memórias do Café Nice”
“Memórias do Café Nice”, de Milton Carlos, é uma homenagem nostálgica ao Café Nice, um dos pontos mais importantes da cena musical brasileira do século XX. A repetição do verso “Ah! Que saudade me dá” expressa não só uma saudade pessoal, mas também um sentimento coletivo pela perda desse espaço que foi palco de encontros entre grandes nomes do samba e da MPB, como Francisco Alves, Ismael Silva, João de Barro, Lamartine Babo, Pixinguinha, Almirante, Noel Rosa, Dorival Caymmi, Carmen Miranda, Ary Barroso, Donga e Cartola.
A música destaca cenas do cotidiano do café, como Chico Alves chegando de Cadillac e Ismael Silva preferindo pão com manteiga, o que ajuda a criar uma atmosfera descontraída e criativa. O verso “E o samba varava a madrugada / O café Nice era um pedaço do céu” resume o clima de celebração e liberdade artística do local. Situações bem-humoradas, como Ary Barroso reclamando do samba de Donga, reforçam o tom leve e familiar das relações entre os músicos. O contexto histórico do Café Nice aparece em detalhes como os toldos, cadeiras de vime e a exigência de trajes formais, trazendo à tona a atmosfera da época. No final, ao afirmar que “só a saudade é o que resta”, Milton Carlos transforma a canção em uma homenagem sensível à memória coletiva da música brasileira, ressaltando a importância desses encontros para a cultura nacional.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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