
Era Rei Eu Sou Escravo
Milton Nascimento
Memória e resistência em "Era Rei Eu Sou Escravo" de Milton Nascimento
Em "Era Rei Eu Sou Escravo", Milton Nascimento aborda de forma direta o impacto devastador da escravidão, destacando a perda de liberdade e dignidade. A frase "era rei e sou escravo" deixa claro o contraste entre a vida anterior do protagonista, que era soberano em sua terra natal africana, e a realidade brutal da escravidão. O verso "era livre e sou mandado" reforça a dor da subjugação, enquanto as menções à "terra firme, África dos meus amores" e à "casa branca, minha mulher e meus filhos" evidenciam a saudade e o luto por tudo o que foi perdido.
A música também ressalta a importância da memória como forma de resistência. Mesmo diante da violência – "me bateram com chicote, me xingaram, me feriram" –, o personagem encontra força ao lembrar de sua origem: "a memória vem e salva, a memória vem e guarda". Essa lembrança mantém viva sua identidade e esperança, como mostra o verso "sou mandado serei livre, sou escravo serei rei". Assim, Milton Nascimento transforma a dor da escravidão em um canto de resistência e afirmação cultural, mostrando que, apesar da opressão, a essência e a dignidade permanecem.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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